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Depois de atravessar o Marrocos e enfrentar os desafios do Saara, motociclista precisou rever os planos da volta ao mundo.
A viagem de volta ao mundo de moto de Celinho ganhou um novo capítulo de desafios no continente africano. Após sair de Portugal, atravessar o Estreito de Gibraltar e percorrer o Marrocos, ele não conseguiu entrar na Mauritânia e decidiu retornar pelo caminho que havia feito. A mudança de rota veio acompanhada de outras dificuldades: poucas páginas disponíveis no passaporte, uma tempestade de areia e o bloqueio do celular utilizado para trabalhar e administrar compromissos à distância.
Nos registros dessa etapa, Celinho compartilha tanto as paisagens quanto os imprevistos de uma jornada que exige planejamento, adaptação e disposição para mudar os planos.
“Contratempos existem. E a gente está na estrada, está sujeito a esse tipo de coisa, a esses riscos”, afirma Celinho.

(Foto: @celinhovoltaaomundo )
A retomada da viagem começou em Portugal, onde Celinho recuperou a moto que havia deixado sob os cuidados de amigos. Antes de seguir, providenciou a documentação aduaneira do veículo e realizou uma revisão na BMW.
Depois de passar por Lisboa e Faro, seguiu até o ponto de embarque para a travessia de ferry em direção a Tânger, no Marrocos. A chegada ao país abriu espaço para descobertas, entre prédios, paisagens e placas que ele admitiu ter dificuldade para entender.
O percurso também incluiu Casablanca, onde registrou uma grande mesquita à beira do oceano, e regiões próximas ao deserto, com construções tradicionais, dunas e um passeio de camelo.
Entre os momentos de contemplação, os vídeos mostram a realidade de viajar de moto por áreas isoladas: longos trechos com pouco movimento, areia próxima ao asfalto e a necessidade de atenção constante à estrada.

(Foto: @celinhovoltaaomundo )
Durante a passagem pela região do Saara, uma barreira impediu Celinho de continuar pelo trajeto planejado. Diante do obstáculo, ele retornou por parte do caminho e optou por seguir pela costa, buscando uma alternativa que considerava mais segura e com maior estrutura.
“Eu não tive como seguir viagem para frente pelo caminho que eu estava porque caiu uma barreira, não tinha como passar”, relata Celinho.
Em meio à mudança de percurso, encontrou abrigo em um hotel quando uma tempestade começava. Mais adiante, registrou outra dificuldade típica da região: a areia carregada pelo vento, que limitava até a possibilidade de abrir a viseira do capacete.
Apesar dos obstáculos, continuou compartilhando mensagens de tranquilidade com quem acompanhava a viagem.
A preocupação com os documentos surgiu quando, segundo Celinho, policiais o alertaram sobre a quantidade de páginas disponíveis em seu passaporte. Ele conta que restavam apenas duas folhas e que isso poderia comprometer a continuidade do roteiro pelos países seguintes.
O motociclista passou a buscar ajuda para avaliar a emissão de um novo documento. Enquanto tentava resolver a situação, recebeu outra notícia: o pedido de visto eletrônico para a Mauritânia havia sido negado.
A aproximadamente 400 quilômetros da fronteira, decidiu seguir até lá para tentar solucionar o problema. Segundo seu relato, buscou auxílio de um funcionário da aduana e aguardou mais 24 horas, mas não conseguiu autorização para entrar.
Sem poder avançar pela rota prevista em direção ao Senegal, optou pelo retorno.

Mesquita de Hassan II, localizada em Casablanca, no Marrocos (Foto: @celinhovoltaaomundo )
A tensão também afetou a rotina de trabalho. Celinho conta que esqueceu a senha que utilizava havia anos e acabou bloqueando o celular. Sem acesso ao aparelho, ficou com dificuldades para participar de reuniões, movimentar contas e manter contato com sua equipe.
No último registro dessa etapa, informou que seguia em direção a Casablanca e buscaria assistência para resolver o problema. Caso recuperasse o acesso ao telefone, pretendia continuar a viagem pela Irlanda e pelo Reino Unido, deixando depois a moto na casa de um primo, na Holanda, antes de retornar ao Brasil.
Os próximos destinos, portanto, ainda dependiam da solução desse novo imprevisto. Mesmo com a frustração de interromper o percurso africano, Celinho demonstrou disposição para reorganizar a jornada.
“Vamos tentar, gente. Desistir é a última palavra”, diz Celinho.
A fé também aparece como apoio nos momentos de incerteza. Ao explicar a decisão de voltar, ele afirmou que procurava aceitar a mudança de planos e manter a tranquilidade para seguir viagem.
Siga @celinhovoltaaomundo no Instagram e acompanhe os próximos capítulos dessa aventura.
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José Marques
Jornalista | Arquiteto de Negócios
Conecto empresários às melhores estratégias financeiras, soluções de crédito estruturado e oportunidades de negócios, sempre com foco na construção de patrimônio e geração de valor.
Fonte: Festaseventostv
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