Sexta-Feira, 09 de Outubro de 2026

“Desistir é a última palavra”: Celinho revê rota na África

Depois de atravessar o Marrocos e enfrentar os desafios do Saara, motociclista precisou rever os planos da volta ao mundo.

Autor: Festaseventostv

 

A viagem de volta ao mundo de moto de Celinho ganhou um novo capítulo de desafios no continente africano. Após sair de Portugal, atravessar o Estreito de Gibraltar e percorrer o Marrocos, ele não conseguiu entrar na Mauritânia e decidiu retornar pelo caminho que havia feito. A mudança de rota veio acompanhada de outras dificuldades: poucas páginas disponíveis no passaporte, uma tempestade de areia e o bloqueio do celular utilizado para trabalhar e administrar compromissos à distância.

Nos registros dessa etapa, Celinho compartilha tanto as paisagens quanto os imprevistos de uma jornada que exige planejamento, adaptação e disposição para mudar os planos.

“Contratempos existem. E a gente está na estrada, está sujeito a esse tipo de coisa, a esses riscos”, afirma Celinho.


 

De Portugal às paisagens do Marrocos

 

 (Foto: @celinhovoltaaomundo )

 

A retomada da viagem começou em Portugal, onde Celinho recuperou a moto que havia deixado sob os cuidados de amigos. Antes de seguir, providenciou a documentação aduaneira do veículo e realizou uma revisão na BMW.

Depois de passar por Lisboa e Faro, seguiu até o ponto de embarque para a travessia de ferry em direção a Tânger, no Marrocos. A chegada ao país abriu espaço para descobertas, entre prédios, paisagens e placas que ele admitiu ter dificuldade para entender.

O percurso também incluiu Casablanca, onde registrou uma grande mesquita à beira do oceano, e regiões próximas ao deserto, com construções tradicionais, dunas e um passeio de camelo.

Entre os momentos de contemplação, os vídeos mostram a realidade de viajar de moto por áreas isoladas: longos trechos com pouco movimento, areia próxima ao asfalto e a necessidade de atenção constante à estrada.

 

Barreira no caminho e tempestade de areia

 

 

(Foto: @celinhovoltaaomundo )

 

Durante a passagem pela região do Saara, uma barreira impediu Celinho de continuar pelo trajeto planejado. Diante do obstáculo, ele retornou por parte do caminho e optou por seguir pela costa, buscando uma alternativa que considerava mais segura e com maior estrutura.

“Eu não tive como seguir viagem para frente pelo caminho que eu estava porque caiu uma barreira, não tinha como passar”, relata Celinho.

Em meio à mudança de percurso, encontrou abrigo em um hotel quando uma tempestade começava. Mais adiante, registrou outra dificuldade típica da região: a areia carregada pelo vento, que limitava até a possibilidade de abrir a viseira do capacete.

Apesar dos obstáculos, continuou compartilhando mensagens de tranquilidade com quem acompanhava a viagem.

Documentação interrompe avanço

A preocupação com os documentos surgiu quando, segundo Celinho, policiais o alertaram sobre a quantidade de páginas disponíveis em seu passaporte. Ele conta que restavam apenas duas folhas e que isso poderia comprometer a continuidade do roteiro pelos países seguintes.

O motociclista passou a buscar ajuda para avaliar a emissão de um novo documento. Enquanto tentava resolver a situação, recebeu outra notícia: o pedido de visto eletrônico para a Mauritânia havia sido negado.

A aproximadamente 400 quilômetros da fronteira, decidiu seguir até lá para tentar solucionar o problema. Segundo seu relato, buscou auxílio de um funcionário da aduana e aguardou mais 24 horas, mas não conseguiu autorização para entrar.

Sem poder avançar pela rota prevista em direção ao Senegal, optou pelo retorno.

 

Celular bloqueado e novos planos

 

Mesquita de Hassan II, localizada em Casablanca, no Marrocos (Foto: @celinhovoltaaomundo )

 

A tensão também afetou a rotina de trabalho. Celinho conta que esqueceu a senha que utilizava havia anos e acabou bloqueando o celular. Sem acesso ao aparelho, ficou com dificuldades para participar de reuniões, movimentar contas e manter contato com sua equipe.

No último registro dessa etapa, informou que seguia em direção a Casablanca e buscaria assistência para resolver o problema. Caso recuperasse o acesso ao telefone, pretendia continuar a viagem pela Irlanda e pelo Reino Unido, deixando depois a moto na casa de um primo, na Holanda, antes de retornar ao Brasil.

Os próximos destinos, portanto, ainda dependiam da solução desse novo imprevisto. Mesmo com a frustração de interromper o percurso africano, Celinho demonstrou disposição para reorganizar a jornada.

“Vamos tentar, gente. Desistir é a última palavra”, diz Celinho.

A fé também aparece como apoio nos momentos de incerteza. Ao explicar a decisão de voltar, ele afirmou que procurava aceitar a mudança de planos e manter a tranquilidade para seguir viagem.

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José Marques

Jornalista | Arquiteto de Negócios

Conecto empresários às melhores estratégias financeiras, soluções de crédito estruturado e oportunidades de negócios, sempre com foco na construção de patrimônio e geração de valor.



 

Fonte: Festaseventostv

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