Terça-Feira, 31 de Marco de 2026

Contactantes de pacientes com Hanseníase passarão por avaliação neste sábado

Em alusão ao Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase, celebrado no último domingo do mês de janeiro, contactantes próximos de pacientes com hanseníase de Campo Grande passarão por uma avaliação neste sábado (28). Conforme preconização do Ministério da Saúde, essas pessoas devem passar por pelo menos uma análise por ano. 

Manchas brancas, avermelhadas ou acastanhadas na pele, podendo ser associadas à falta de sensibilidade da região é um dos principais sintomas da hanseníase, segundo o infectologista Rodrigo Coelho. O diagnóstico é feito de forma clínica, podendo ser solicitados alguns exames complementares para determinar o avanço da doença. 

Ao todo, 77 pessoas serão avaliadas no Hospital São Julião. São contatos de pacientes que já fazem tratamento para a doença e que, por estarem morarem na mesma casa possuem grandes chances de também serem contaminadas. 

“Apesar do que muitos acreditam, o contágio não acontece através do contato com a ferida, o vírus é transmitido através de gotículas e secreções corporais, ou seja, compartilhamento de itens pessoais, lençóis e talheres, por exemplo”, comenta o médico. 

Hanseníase 

Nos casos mais leves, em que o paciente apresenta poucas lesões – paucibacilares – o tratamento é feito na própria rede municipal de saúde. Já aqueles quadros mais agravados, em que o paciente apresenta diversas lesões – multibacilar – ou há o acometimento de nervos periféricos, o acompanhamento é realizado pela rede complementar, sendo o Hospital São Julião referência no tratamento. 

“Precisamos nos preocupar com as lesões de pele com alterações de sensibilidade, inicialmente. Nódulos, pápulas e alterações da motricidade ou sensibilidade de membros, principalmente, devem levantar suspeitas”, explica o infectologista. 

Somente no ano passado, 43 pessoas tiveram o diagnóstico de hanseníase em Campo Grande. O tratamento, feito com poliquimioterapia única, dura entre seis e doze meses, dependendo da gravidade de cada caso. 

“As formas mais graves da doença são as multibacilares, com baixa adesão ao tratamento podem trazer um comprometimento importante de estruturas nervosas periféricas e também outros órgãos como rins, fígado, nariz e órgãos reprodutores”, conclui Coelho. 

Fonte: Prefeitura de Campo Grande

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