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Motociclista chega a Ushuaia e mostra que família, amigos e trabalho seguem na bagagem.
Foram quase 950 quilômetros de gelo sobre o asfalto, temperaturas de até sete graus negativos e a sensação de estar cada vez mais distante de casa. Mesmo assim, em nenhum momento Celinho pensou em desistir.
No sexto dia da viagem que integra seu projeto de volta ao mundo de motocicleta, o empresário sul-mato-grossense chegou a Ushuaia, no extremo sul da Argentina, conhecido mundialmente como o “fim do mundo”.
Mas a jornada, segundo ele, nunca foi apenas sobre quilômetros percorridos.

Celinho chega a Ushuaia - (foto: Celinho)
Antes de ser viajante, Celinho faz questão de lembrar que continua sendo pai, marido, avô, filho, empresário e amigo.
Quando alguém decide dar a volta ao mundo de motocicleta, a primeira imagem que surge é a de liberdade absoluta. Estradas infinitas, paisagens deslumbrantes e a sensação de não dever satisfação a ninguém.
A realidade dele, porém, é diferente.
Mesmo a milhares de quilômetros de Campo Grande, ele continua acompanhando os negócios, falando diariamente com a família e resolvendo questões da empresa durante o percurso.
“Eu não viro a vida para viajar. Eu associo o meu prazer à família, aos negócios e às responsabilidades que construí ao longo da vida”, resume.
A viagem começou sem grandes preparativos de última hora. Quem imagina caminhões de equipamentos, malas gigantes e planejamento militar se surpreende ao descobrir que ele saiu de casa levando apenas o essencial.
“Hoje eu viajo muito mais leve. Cinco camisetas, uma calça e pronto. O resto a gente resolve pelo caminho.”
A despedida, no entanto, nunca é simples.
A esposa, companheira de tantas aventuras, mais uma vez se emocionou. As filhas, os pais, os irmãos e até a netinha demonstraram preocupação. Antes da partida vieram mensagens, orações e demonstrações de carinho que acompanharam o motociclista estrada afora.
Um dos momentos que mais o marcaram aconteceu ainda antes de subir na moto. Celinho recebeu a visita de Francisco, gerente da empresa. Mais do que um colaborador, ele é considerado um amigo de longa data.
“Tem gente que trabalha com você e acaba virando família”, afirma.
A visita, acompanhada de uma lembrança especial, foi mais uma demonstração do apoio recebido antes da partida.

(foto: Celinho)
Pouco depois, outros amigos também fizeram questão de abraçá-lo pessoalmente. Já em Dourados, novas demonstrações de carinho surgiram pelo caminho. Além de um café da manhã especial, Celinho recebeu de um amigo um terço que hoje segue preso ao guidão da motocicleta, acompanhando cada quilômetro percorrido.
Pequenos gestos que ajudam a explicar uma verdade frequentemente esquecida: ninguém realiza grandes jornadas completamente sozinho.
Ao olhar pelo retrovisor e ver Campo Grande ficando para trás, veio a pergunta inevitável:
“Quantos dias vou levar para voltar?”
A resposta ainda não existe.
A volta ao mundo está planejada em etapas. A ideia é conciliar a paixão pelas viagens com os compromissos da vida real. Cumprir trechos da jornada, retornar ao Brasil quando necessário e seguir construindo o projeto sem abrir mão da presença junto à família e aos negócios.
Os desafios já começaram a aparecer.

Muito gelo sobre o asfalto (foto: Celinho)
Nos últimos quilômetros antes de chegar a Ushuaia, enfrentou um dos trechos mais difíceis da viagem. Foram cerca de 950 quilômetros com muito gelo sobre o asfalto. Em vários momentos, a motocicleta balançava mesmo equipada com modernos sistemas eletrônicos de segurança.
Com temperaturas entre seis e sete graus negativos, o frio castigava as mãos e dificultava até mesmo parar para fotografar.
“Em nenhum momento pensei em desistir ou voltar. Foi difícil, mas sempre dentro do que eu estava preparado para enfrentar.”
Apesar das paisagens impressionantes da Patagônia, Celinho decidiu não levar câmeras para registrar a viagem.
“Eu gosto de guardar as coisas aqui dentro.”
O resultado é uma jornada mais contemplativa, menos preocupada com registros e mais conectada à experiência vivida.
Outro aspecto que chama atenção é o estado emocional do viajante.
Enquanto muitos imaginam que uma aventura dessa dimensão gera ansiedade ou tensão, ele afirma estar mais tranquilo agora do que quando deixou Campo Grande.

(foto: Celinho)
O motivo está na confiança construída ao longo dos anos.
Confiança na família.
Confiança nos amigos.
Confiança na equipe que permanece cuidando dos negócios.
E confiança de que, caso algo aconteça, jamais estará sozinho.
Recentemente, recebeu uma ligação coletiva de amigos de infância. Durante a conversa, ouviu uma frase que resume a força dessas amizades:
“Se acontecer qualquer coisa, nós pegamos um avião e vamos te buscar.”
A frase não foi interpretada como gentileza.
Foi recebida como uma certeza.
“Eu acredito cem por cento nisso.”
Talvez por isso a viagem tenha um significado que vai além da aventura.
Ela não é uma fuga das responsabilidades.
É uma celebração da liberdade construída por décadas de trabalho, relacionamentos verdadeiros e valores sólidos.
Ao contrário do estereótipo do aventureiro solitário, Celinho segue viagem carregando muito mais do que roupas e equipamentos.
Leva consigo a confiança da família, a amizade de quem caminhou ao seu lado durante anos e a certeza de que, se necessário, interromperá qualquer roteiro para voltar para casa.
Porque, para ele, a maior aventura não é atravessar continentes.
É ter construído uma vida para a qual sempre vale a pena retornar.
Quer ouvir esse relato na voz do próprio Celinho?
Clique no link abaixo e ouça o trecho desta entrevista, em que ele conta como foi chegar ao Fim do Mundo, enfrentar o gelo da Patagônia e mostrar que, mesmo do outro lado do continente, a família, os amigos e as responsabilidades continuam fazendo parte da viagem.
Ouça o relato: clique aqui
Os interessados em acompanhar a expedição podem seguir o perfil oficial da jornada, @celinhovoltaaomundo , onde serão publicados relatos, imagens, vídeos e atualizações dos milhares de quilômetros que José Márcio, o Celinho, percorrerá ao redor do planeta.
Acompanhe as histórias, bastidores e decisões que movimentam o estado, contadas pelas plataformas da José Marques Filmes e do Festas e Eventos TV .
JOSÉ MARQUES
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Arquitetura de Negócios. Conecto empresários a capital, mídia, expansão. Jornalismo que transforma relacionamento em resultado.
Fonte: Festaseventostv
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